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13 de julho de 2010

DESCANSE EM PAZ!

"Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar"

Hoje venho falar novamente daquele mesmo assunto: a morte. A mulher guerreira, dos conselhos, das palavras de afeto também se contradiz muito com essa realidade. É nítida a distância que nós seres humanos somos criados diante da morte, mas é a única coisa certeza da nossas vidas. Sei que é muito deprimente se lamentar de um fato que é certo. A maioria ignora a morte, fecha os olhos e finge que ela não existe. Mas e quando ela bate em nossa porta? Perdemos completamente as crenças, as esperanças, o rumo. Quando se crê em vida após a morte tudo fica mais confortável diante da certeza de saber que todos vamos nos encontrar um dia. Infelizmente existem pessoas queridas que se vão antes de nós, e o apego que une uns aos outros nos faz sofrer. Essa é a lei da vida: nascer, crescer e morrer. Não se morre só de velhice, pois jovens e crianças também se vão e ... cada um vive o tempo determinado por Deus. Que bom seria se no momento de dor, pudessmos voltar ao passado e fazer com que aquela pessoa se levantasse... mas não podemos modificar o rumo. A volta ao passado é das boas lembranças, dos momentos de afetos, de aconchego. A volta ao passado é um tour pela saudade, uma prova de quanto essa pessoa valeu a pena em nossas vidas e que fez toda a diferença.

Obrigada por eu ser o que sou. Obrigada pela educação vinda de berço. Obrigada pela presença constante em minha vida. Geração e geração se passarão e irão levar essa essencia dentro dos corações. Descanse na paz do Senhor querido avô!!!

24 de junho de 2010

SEGUINDO ADIANTE...

Essa semana um momento que me marcou muito foi ver um amigo super pra baixo pensando numa pessoa muito especial que já tinha partido. Sei que quando o assunto é morte, bate aquele calafrio e quase todo mundo têm pânico em falar a respeito. Mas seria um ponto final de uma história ou um recomeço de uma nova vida? Sei que quando a gente perde alguém que amamos muito, fica um vazio no peito e mais da metade da nossa felicidade vai embora. Apesar de todo o sofrimento e a saudade que nunca se apaga, é melhor conviver com a certeza de que todos nós seres humanos somos mortais e que em algum dia, em algum momento, iremos nos encontrar. Igual uma frase de Richard Bach, ele explica perfeitamente o significado de morte pra mim: "Aquilo a que a lagarta chama fim do mundo, o homem chama borboleta". Não podemos olhar a morte como algo ruim, mas sim a presença viva e marcante dos nossos entes queridos em nossas vidas quando achamos forças pra lutar, vontade de vencer e quebrar todas as barreiras que nos impede de crescer. É a mesma coisa que uma árvore, quando ela é cortada, ela renasce em outro lugar.

Boas lembranças e forças para seguir adiante sempre!!! Lembre-se sempre disso:
أي هزيمة ، إلا رنينغس

18 de junho de 2010

NO SÍTIO DO VOVÔ

Acredito que as maiores e boas recordações que todo mundo têm é de um lugar simples e mais do que especial, a casa dos avôs. Mais da metade das ótimas lembranças que tenho de criança é do sítio dos meus avôs. Lugar mágico... digamos que um pedacinho da Itália, onde toda a familia se reunia num domingo a tarde, com direito a muitas brincadeiras no terreiro, guerrinha de mamonas, pula-pula no milharal e pra refrescar muito picolé de chocolate que só a vovó sabe fazer.

Uma cena engraçada que guardo comigo é que meu vô colocava todos os netos numa grande fila indiana, pra quem não sabe ele têm um engenho de pinga, então todos nós iamos um de cada vez molhar o dedinho num copinho com pinga. Graças ao bom Deus ninguém virou alcóolatra, apenas admiradores de uma boa cachaça. Hoje, apesar de estar bem debilitado, esses momentos felizes ficam em minha cabeça e é muito bom saber que tenho os melhores avós do mundo.
AMO VOCÊS!

16 de junho de 2010

REMEXENDO NO PASSADO

Em cima de meu armário guardo meu passado, um acervo de coisinhas antigas: cartinhas, desenhos, fotografias e agendas. Uma época de sonhos, de grandes planos e preocupação zero, a não ser com as provas de física (nunca fui boa nisso e até agora tento entender).
Olhar para 10 anos atrás foi uma sensação muito gostosa, de boas recordações e as vezes um pouco triste. Como o planeta Terra dá zilhões de voltas, minha vida também fez o mesmo. Só de saber que aquela menininha cresceu e com ela uma grande parte da vida também cresceu . Os antigos sonhos foram enterrados para dar espaço aos novos.
A cada página virada da agenda, uma gargalhada das besteiras que escrevia, um choro pela saudade dos bons momentos vividos e as declarações carinhosas dos amigos. Muito do que eu era, continuo sendo: cultivo os mesmos hábitos, amo o frio e admiro canetas coloridas. Meus ídolos ainda são os mesmos "Barão Vermelho", mas era clara a falta de bom senso (foi uma época em que dancei muito "É o Tchan").
Se entrasse na máquina do tempo e voltasse naquela época, daria alguns conselhos para aquela garotinha de 14 anos.... A vida não é tão simples como eu imaginava, nem sempre dá mais pra dizer "vou contar tudo pra mamãe"... As melhores pessoas são as que tem mais e não quem é mais. Se quisermos algo, precisamos correr atrás... As amizades quase nunca são pra sempre, por isso aproveite os bons e velhos amigos eles serão muito importantes em 2010. Muita gente me faria chorar de ódio, de amor, e que eu iria me arrepender de muitas coisas que fiz, mas principalmente das que não fiz. Me alertaria para não deixar os sentimentos me guiarem, um pouco de razão não me fariam mal. Pediria que tivesse mais cautela e deixasse de agradar aos outros, olhar mais para meu caminho será um visão de futuro.

Quanta saudade! Quanta recordação... e o tempo...ah, ele não volta mais!

22 de abril de 2009

PLANEJAR O FUTURO PENSANDO NO PASSADO

Meu orkut está afiadíssimo (sorte do dia: você não pode planejar o futuro pensando no passado) e parece até que ele sabe o que está acontecendo aqui dentro. Dentro desse coração apaixonado, angustiado e machucado. Ninguém igual a eu sabe o que é sentir saudade... Essa saudade é amar um passado que ainda não passou, é viver intensamente um presente que machuca e infelizmente não vê saídas para um futuro bom. Mas a vida só pode ser compreendida olhando-se para trás e vivida olhando-se para frente. Na teoria é tudo perfeito, agora como colocar isso em prática? Talvez se eu ler e reler esse discurso de Paulo Coelho possa achar a solução para algumas saídas, mas no momento meu coração só pede calma.

Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar. Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder. Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos. Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança. (Paulo Coelho)

21 de novembro de 2008

QUANDO A SAUDADE BATE NA PORTA

"Tum tum tum bateu

Tum tum tum bateu

Tum tum tum bateu

A saudade bateu que doeu..."


*Faltam apenas 1 mês e uma semana pra eu ver meu amor*

5 de outubro de 2008

O TEMPO JÁ NÃO É O MESMO




"...E a gente canta. A gente dança. A gente não se cansa
De ser criança. Da gente brincar.
Da nossa velha infância..."
(Tibalistas)


Às vezes sinto muita vontade de ter mais tempo para me dedicar àqueles pequenos grandes prazeres que fazem a vida ganhar todo o sentido, ou ao menos desejo saber administrar meu tempo. Esse bimestre começa a etapa final de minha monografia e já pinta aquele desespero: "Será que vou conseguir reconciliar dias de sufoco com lazer?" Passo todos os finais de semana na chácara com a família, mas não é todos que meus primos vão, então bate sempre a solidão, vontade de fazer tudo que fazíamos quando éramos crianças: brincar de roba-lata, pega-pega, futebol, caçar cigarra, subir em árvores, andar na chuva, fazer guerrinha de lama, ir pescar no riozinho. Saudades daqueles dias calorentos, os quais a gente brincava o dia todo e na hora de ir embora a vovó dava um sorvete. Vontade de ir na praia com eles, gastar horas andando, catando conchinhas, surfar na prancha de isopor, fazer castelinhos, ser confundida com um camarão gigante e poder fazer as mesmas loucuras que sempre fiz: Arrumar uma namorada de verão pro meu primo, e quem disse que amor de praia sobe a serra? Pelo menos nunca fiquei sabendo que os rolinhos dele deram certo. Mas o que eu mais queria é deixar os problemas de lado, e se caso eles chegassem perto, era só falar a frase mágica: "Vou contar tudo pra minha mãe!" e logo o problema seria solucionado e eu podia voltar a brincar. Mas como tudo na vida passa, hoje as coisas mudaram. Já não sou aquela menininha de dez anos, não que eu seja uma pessoa idosa, mas aquele tempo faz falta... e como faz.

"Quando eu era criança, falava como criança,
pensava como criança, raciocinava como criança.
Quando me tornei adulto,
rejeitei o que era prórprio de criança" (1cor, 13,11)

29 de agosto de 2008

A de amor e S de saudade



Saudades do tempo da escolinha. Dos trabalhos de colagem, das maquetes com isopor, de aprender o ABCdário, dos dias comemorativos como a famosa festa junina ou o típico dia do índio. Das sextas-feiras que podia levar um brinquedo, dos funcionários, da diretora que era brava. Saudades do tempo do ginásio. Das excursões, dos acampamentos. Daquele lance de ter 10 anos e pensar que já é adulta. Usar batons, saltos... saudades, saudades. Mais saudades mesmo que ficou foi a dos coleguinhas chegados, até daqueles que implicavam ou até mesmo daqueles que não tinha muito contato... Apesar de tudo éramos uma família e eu me sentia muito a vontade naquele clima escolar.
Hoje felizmente estou reencontrando esses coleguinhas, que agoram se tornaram pessoas feitas, mas o rostinho continua o mesmo. Na verdade, amigos entram e saem das nossas vidas. Alguns permanecem, outros retornam sem aviso algum, com um monte de coisas
lindas para se lembrar e dar boas gargalhadas de pensar que um dia fomos felizes e até certo ponto ingênuos pensando que a vida seria sempre azul.

Que saudades!!!