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27 de março de 2009

CIRCENSE: AMOR E DOR

"Nesse mundo de faz de conta,
o que conta é o que se faz... "

"É quem vive sob uma lona, que sente o cheiro da serragem, e que, através da coragem e do talento, provoca nas pessoas, momentos de ilusão, felicidade e fantasia. São aquelas pessoas que moram em trailers ou carretas, que de tempos em tempos arriscam tudo o que têm nas estradas, durante as mudanças de uma cidade para outra. São pessoas que se doam ensaiando um número durantes anos para receber aplausos calorosos como recompensa. É quem se emociona com uma estréia lotada, ou quem não perde a esperança de dias melhores quando o circo está vazio. É quem fica feliz ao bordar sua própria roupa de trabalho, quem monta e desmonta essa gigantesca estrutura, são os que ajudam uns aos outros a desatolar os trailers e a tirá-los de terrenos embarrados. É quem tem o circo dentro do peito, que fica feliz ao rever os velhos colegas de outros circos, é quem, nos dias de folga, viaja quilômetros e mais quilômetros para assistir outros circos. É quem ama essa arte e vive integralmente para ela!"
(Gente de circo -Marco Aurélio B. Strapazzon)

Já ouviram alguns comentários dizendo que o circo irá acabar? Pois bem, estão falando desde a época do meu tatatata tatatataravô e até agora nada.
Orlando Orfei estava certo ao dizer que enquanto existir apenas uma criança no mundo, o circo viverá. Mas claro, tudo depende da criação e da maneira de lazer destas crianças. Sempre fui criada indo em circo e admirando muito os guerreiros que se arriscam pra trazer o belo, o impossível. Agora vejo que pra atrair uma criança ao circo é preciso fazer jogadas de marketing baratas como "A visita dos Backardigans", talvez o problema nem seja esse, quando na verdade não passa de falta de incentivo dentro de casa. Mais cultura e menos aparelhos eletrônicos!
Circo é mais do que isso, circo é mais do que uma bitolação tecnológica, circo é natural, circo é sádio... dar risada é sadio. E quem é que não gosta de rir? faz bem pra alma, faz bem pro espírito e engrandece o artista.
Como educadora meu papel é também orientar sobre cultura e hoje ganhei o dia ao trazer a essência do picadeiro pra dentro da piscina, meus alunos de natação adoraram, e claro, vestiram a camisa: SIM ao circo!

(Circo Beto Carrero 2004 - Pelo menos tentei!)

Saudações a todos os amigos circenses e claro, ao meu lindo!

12 de outubro de 2008

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS...


Deixa-me lembrar de um tempo que era ingênua, que não tinha tanto a fazer, a realizar, a pensar, a não ser os deveres de casa da escolinha. De sonhar com um mundo colorido, trazer os personagens mais marcantes para a realidade.
Como era bom criar um mundinho particular, encantado, ter os olhos voltados para o riso, para a alegria. Quanta emoção! Quanta diversão!
Como era bom brincar sem se preocupar com o horário, a não ser a hora do banho que era sempre uma perca de tempo. Fazer tudo o que quisesse sem deixar pra depois, pro amanhã.
Quero de novo aquela vida doce, feito chocolate, picolé, pirulito.
Como é bom ser criança! Se pudesse voltar no tempo...
Obrigada mãezinha do céu por ter me proporcionado esses dias marcantes em minha vida. O tempo passa e infelizmente temos que olhar o mundo de outra maneira, mas sei que contigo dias melhores virão! Não tinha data melhor pra se comemorar o Dias das Crianças junto com o dia da nossa mãezinha, esse é o real significado: humildade, bondade e coração puro!

5 de outubro de 2008

O TEMPO JÁ NÃO É O MESMO




"...E a gente canta. A gente dança. A gente não se cansa
De ser criança. Da gente brincar.
Da nossa velha infância..."
(Tibalistas)


Às vezes sinto muita vontade de ter mais tempo para me dedicar àqueles pequenos grandes prazeres que fazem a vida ganhar todo o sentido, ou ao menos desejo saber administrar meu tempo. Esse bimestre começa a etapa final de minha monografia e já pinta aquele desespero: "Será que vou conseguir reconciliar dias de sufoco com lazer?" Passo todos os finais de semana na chácara com a família, mas não é todos que meus primos vão, então bate sempre a solidão, vontade de fazer tudo que fazíamos quando éramos crianças: brincar de roba-lata, pega-pega, futebol, caçar cigarra, subir em árvores, andar na chuva, fazer guerrinha de lama, ir pescar no riozinho. Saudades daqueles dias calorentos, os quais a gente brincava o dia todo e na hora de ir embora a vovó dava um sorvete. Vontade de ir na praia com eles, gastar horas andando, catando conchinhas, surfar na prancha de isopor, fazer castelinhos, ser confundida com um camarão gigante e poder fazer as mesmas loucuras que sempre fiz: Arrumar uma namorada de verão pro meu primo, e quem disse que amor de praia sobe a serra? Pelo menos nunca fiquei sabendo que os rolinhos dele deram certo. Mas o que eu mais queria é deixar os problemas de lado, e se caso eles chegassem perto, era só falar a frase mágica: "Vou contar tudo pra minha mãe!" e logo o problema seria solucionado e eu podia voltar a brincar. Mas como tudo na vida passa, hoje as coisas mudaram. Já não sou aquela menininha de dez anos, não que eu seja uma pessoa idosa, mas aquele tempo faz falta... e como faz.

"Quando eu era criança, falava como criança,
pensava como criança, raciocinava como criança.
Quando me tornei adulto,
rejeitei o que era prórprio de criança" (1cor, 13,11)